Celular desperta conscientização do seguro para bens pessoais

Em linhas gerais, os seguros para bens pessoais ainda são poucos difundidos no Brasil e, por isso, a maioria das pessoas não tem o costume de proteger pequenos itens. No entanto, esta percepção apresentou grande mudança quando o assunto é celular e smartphone, mesmo que os aparelhos tenham vida útil delimitada. Talvez seja por isso que, dos seguros para bens pessoais, o mais conhecido e procurado é a proteção para esses aparelhos.

“Houve uma mudança do significado do celular para o dia a dia das pessoas. Ele se transformou em uma ferramenta de trabalho, acesso à internet, pagamento de contas e contato com o mundo”, lembra Heloisa Minetto, gerente de marketing da Conecta Serviços.

A ferramenta é indispensável e, por conta disso, o maior receio do proprietário é ter o aparelho roubado, ação frequente no País. Segundo a Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações (ABR Telecom), o Brasil já soma mais de cinco milhões de celulares bloqueados por roubo ou perda. O número, 2% maior que o contabilizado em dezembro de 2014, é equivalente à média mensal de smartphones vendidos no Brasil no terceiro trimestre do mesmo ano, quando as lojas do varejo bateram recorde neste segmento.

Hoje, os celulares demandam um investimento mais alto – em média de R$ 1 mil. Independente da classe social e da disposição geográfica do contratante, quem adquire um seguro para o aparelho compreende que é possível restituir o bem ao invés de assumir uma nova compra não planejada no orçamento. A franquia vai de 19% a 25% do valor do aparelho, conforme a cobertura escolhida.

“O cliente contrata a proteção que mais se adequa ao seu perfil. O ticket médio fica com a cobertura de quebra acidental, já o de baixo valor procura por seguros contra roubo e furto. Quem possui maior poder aquisitivo adere ao ‘combo’, que une as duas coberturas e garante tranquilidade total”, explica Pascoal Carrazzone, diretor comercial da divisão mobile da Assurant Solutions. A seguradora mantém parceria com três operadoras de telefonia e, para os clientes de uma delas, também oferece proteção financeira.

Com os aparelhos cada vez mais caros, a Conecta registrou alta de 100% na base de clientes segurados no último ano. Mas Heloisa Minetto aponta que, mesmo assim, a base de consumidores de seguro para telefonia móvel não chega a 1% do volume total de aparelhos no mercado nacional. “Ou seja, ainda é um mercado embrionário em franca expansão”, reforça.

Não há dúvidas que há espaço para crescimento. A empresa de consultoria para a indústria de telecomunicações Signals and Systems Telecom (SNS) estima que o mercado global de seguros para telefones móveis termine 2015 com receita de aproximadamente US$ 31 bilhões. Em estudo, a companhia projeta ainda que a taxa anual de crescimento do setor seja de 10% nos próximos cinco anos, alcançando mais R$ 48 bilhões em receita até o final de 2020.

Até lá, será necessário acompanhar cada passo dado por este ramo. “O mercado de telefonia em geral evoluiu muito, está em constante evolução, se reinventa a todo momento e exige que criemos novas soluções para o consumidor final”, completa Carrazzone.

Fonte 
Revista Apólice
 

Governo autoriza reajuste de até 13,55% em planos de saúde individuais

Os 8,2 milhões de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalar individuais e familiares poderão ter suas mensalidades reajustados em até 13,55%. O índice fixado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira e pode ser aplicado entre maio de 2017 e abril de 2018, sendo válido para os planos de saúde contratados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/98, que representam 17,2% do total de 47,5 milhões de usuários pela saúde suplementar no Brasil. O reajuste é mais do que o triplo da inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA). No acumulado em 12 meses, o IPCA atingiu em abril o menor nível em dez anos, 4,08%.
 

Dia mundial de Amamentação

O Dia Mundial da Amamentação, data criada em 1992 pela Aliança Mundial de Ação pró-amamentação com a finalidade de promover o aleitamento materno e a criação de bancos de leite, garantindo, assim, melhor qualidade de vida para crianças em todo o mundo.Esse ano, o tema é “AMAMENTAÇÃO - ALICERCE DA VIDA”• Em 12/04/2017 foi instituído, por meio da Lei 13.435/2017, que agosto será também o Mês do Aleitamento Materno - Agosto Dourado: mês dedicado ao incentivo do aleitamento materno. A cor dourada está relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite materno• A recomendação da Organização Mundial de Saúde, do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria é a seguinte: aleitamento materno desde a sala de parto, exclusivo e em livre-demanda até o 6º mês, estendido até 2 anos ou mais• O leite humano é o único alimento capaz de oferecer todos os nutrientes na quantidade exata de que a criança precisa. Ele garante o melhor crescimento e desenvolvimento, não existindo nenhum outro alimento capaz de substituí-lo.BENEFÍCIOS PARA O BEBÊ:• Tem tudo o que o bebê precisa até os 6 meses, inclusive água• Protege a criança de doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergiasBENEFÍCIOS PARA MÃE:• Diminui o sangramento pós-parto e faz o útero voltar mais rápido ao tamanho normal.• É mais prático, rápido e econômico para a mãe.OURO:A amamentação é o padrão ouro para a alimentação infantil, sendo que qualquer outra alternativa deve ser comparada e questionada.UM LADO DO LAÇO: representa a mãeOUTRO LADO DO LAÇO:representa a criançaO LAÇO É SIMÉTRICO: a mãe e a criança são ambos vitais para o sucesso da amamentação.
 

Seguro D&O: leis mais fortes, maior fiscalização e aumento da responsabilidade

Uma série de fatores estão por trás dessa tendência, incluindo: - Alguns casos de corrupção de grande visibilidade que expuseram algumas falhas na governança corporativa e na transparência. E esses processos mostraram que as agências reguladoras e os tribunais não estão relutantes em aplicar sanções severas, quando confrontados com a prevaricação corporativa. - Com a economia brasileira em recessão, o número de falências de empresas está em ascensão; e processos de falência muitas vezes atingem seus diretores. - A recente aprovação de uma nova lei de responsabilidade corporativa, também conhecida como Lei da Empresa Limpa, impôs algumas novas normas de contabilidade e também colocou diretores e executivos sob fiscalização judicial e regulamentações ainda mais rigorosas. Além disso, de acordo com essa nova lei, as empresas podem ser multadas em até 20% de sua receita se um funcionário for considerado culpado de corrupção.Não é nenhuma surpresa que estas mudanças também tenham causado um aumento dramático nas reivindicações de D&O. De acordo com a SUSEP, em 2015 as indenizações de D&O atingiram R$ 102 milhões, um aumento de mais de 400% em comparação com 2013. É importante notar, porém, que, embora o aumento dos processos de sinistros tenha sido fortemente sentido pelas entidades envolvidas em escândalos de corrupção, bem como as empresas listadas, as pequenas e médias empresas não sofreram grandes consequências e as taxas desses setores permanecem inalteradas. Além disso, novos atores ainda estão entrando no mercado, trazendo mais concorrência. Algumas incertezas permanecem Embora o mercado de D&O continue a crescer, as incertezas permanecem sobre o âmbito exato das apólices. Atualmente, as apólices de D&O seguem o padrão das normas aplicáveis aos seguros de responsabilidade civil geral. No entanto, a Susep propôs um conjunto de regras mandatórias de D&O com relação a elementos centrais como as definições das apólices sobre a extensão das coberturas. Uma das propostas da SUSEP é que os custos de defesa de responsabilidade civil – que é uma das principais razões pelas quais as empresas tiram a cobertura de D&O – sejam retirados da cobertura de base e tratados como uma cobertura adicional sujeita a um prêmio adicional. Isso está sendo discutido atualmente no mercado. Outra incerteza está relacionada com a oferta de cobertura para multas ou penalidades. Com base no parecer de 2006 do Gabinete do Procurador Federal relacionado com os fundos de pensão, a Susep não permite que as apólices de D&O cubram o pagamentos de multas ou penalidades. A SUSEP argumenta que as multas e penalidades têm um propósito educacional e punitivo, portanto, nenhum seguro poderia ser legalmente previsto para isso. A proposta da SUSEP a respeito do seguro D&O, no entanto, não faz menção a esta questão. Mais recentemente, em 2015, e sem discussão prévia com o mercado, a SUSEP comunicou a todos os provedores de seguros de D&O que a extensão para poluição não é mais permitida no âmbito das apólices de D&O. Isto irá criar uma enorme lacuna nas coberturas, já que as apólices de responsabilidade ambiental atualmente não fornecem cobertura total para os diretores individualmente. Portanto, os indivíduos estarão expostos a este risco, mesmo que a empresa tenha uma apólice ambiental em vigor. A extensão da decisão da SUSEP ainda está sendo debatida no mercado. Então o que o futuro reserva? Todas as evidências sugerem que a demanda pelo seguro D&O no Brasil vai continuar a aumentar. No entanto, o movimento no Brasil, e na verdade em todo o mundo, por maior accountability sugere que as reivindicações também irão aumentar. Dadas estas circunstâncias, os clientes provavelmente solicitarão limites maiores, o que significa que as seguradoras terão de encontrar capacidade adicional, bem como subscrever os riscos de D&O com mais cuidado. Para as seguradoras que oferecem cobertura para D&O no Brasil, os próximos anos devem ser um desafio. No entanto, com maior clareza da SUSEP e fortes práticas de subscrição, o mercado deverá estar preparado para oferecer a executivos e diretores alguma proteção para quando tomarem decisões informadas com base na crença sincera de que tais decisões são no melhor interesse da empresas. Fonte: Revista Apólice