Longevidade impõe aos brasileiros a necessidade de poupar desde já

O aumento da expectativa de vida dos brasileiros, combinado com o decréscimo da taxa de natalidade nas últimas décadas traz à sociedade no presente uma questão premente: a de se preparar desde já para enfrentar a longevidade. O tema foi analisado pelo presidente do Conselho de Administração da Mongeral Aegon Seguros e Previdência, Nilton Molina, em almoço do CVG-SP realizado dia 16 de junho, no Terraço Itália. Ele chamou a atenção para o rápidoenvelhecimento da população. Nos últimos 50 anos, os brasileiros ganharam em torno de mais 30 anos de vida.

A notícia seria ótima não fosse outro fenômeno ocorrido no mesmo período: a queda da taxa de natalidade, que era de 6 filhos por mulher em 1960 e caiu para cerca de 1,78 até 2012. Significa, segundo Molina, que a população está abaixo da taxa de reposição, que é de 2 filhos por mulher. Diante desse quadro, a primeira constatação é que o Brasil deixou de ser um país de jovens.

Em 2000, havia cerca de 14,5 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, que representavam 8,6% da população, enquanto a média mundial era de 9,9%. Em 2030, ou seja, em apenas 30 anos, os idosos deverão somar 41,5 milhões, o que representará 18,6% da população, percentual maior que a média mundial estimada em 16,5%. “Portanto, seremos um país mais velho que a média mundial”, disse.

Hoje, a população de idosos com 60 anos no país já corresponde a 11% e os com 65 anos ou mais são 8% dos brasileiros. Em gráficos apresentados por Molina, referente ao período de 2014 a 2034, é possível identificar o quão rápido ainda será o envelhecimento da população. Em 15 anos, a faixa de 60 anos ou mais já corresponderá a 19% da população e os com mais de 65 anos serão 15% dos brasileiros. “Portanto, teremos o dobro de pessoas com 65 anos ou mais”, disse.

Com o aumento da expectativa de vida, o sistema previdenciário brasileiro se vê já no presente com o desafio de amparar no futuro a população de idosos, considerando a redução de trabalhadores ativos. Países mais velhos, como Portugal, Grécia e Irlanda, não tiveram alternativa senão reduzir o valor do benefício. Mas, Molina acredita que no Brasil essa opção não terá respaldo político.

Em 1988, as despesas do Estado com a seguridade social equivaliam a 9% do PIB, dos quais 2,5% com o INSS e 1,5% com o RPPS (Regime Próprio de Previdência Social). Em 2014, essas despesas saltaram para 22% do PIB, dos quais 8% apenas com o INSS e 5% com o RPPS. “É um enorme plano de distribuição de renda em um país pobre”, disse Molina. Por isso, ele concluiu que o atual modelo de Previdência Social é “impagável”.

Embora considere este modelo como “um dos melhores programas sociais do mundo”, com benefícios generosos, entende que a mudança ocorrerá “por bem ou por mal”. De acordo com dados de 2011, quando as pessoas com mais de 65 anos representavam 8% da população, os gastos do Brasil com o sistema previdenciário eram 12% do PIB. Na mesma época, o Japão, que tinha 18% da população de idosos, gastava apenas 10% do seu PIB.

Uma das características que diferenciam o Brasil nesse contexto é a idade mínima de aposentadoria. Enquanto no país as pessoas podem se aposentar com 50 ou 55 anos de idade, nos Estados Unidos, por exemplo, a média é 67 anos. Na impossibilidade de realizar agora a inevitável reforma da Previdência Social, ele defende a adoção de um novo sistema para todos os brasileiros nascidos a partir de 2000, ou seja, os adolescentes que ainda não integram a força de trabalho.


Impactos Sociais

Os impactos da longevidade não são apenas econômicos. São também sociais. Molina analisa que os indivíduos que vão ganhar 30 anos de vida (em 1960, a expectativa de vida era de 54 anos e saltou para mais de 80 em 2012, podendo atingir 90 anos em futuro próximo) não saberão muito bem o que fazer com esses anos a mais. “Antigamente, essa pessoa esperava a morte aos 60. Mas, ela não morreu e, talvez, não morra antes dos 90 anos. Quem pagará o plano de saúde e a aposentadoria dessa pessoa nesses 30 anos a mais?”.

Para Molina, está claro que o Estado não terá como arcar com essa despesa. “Esqueçam o Estado. O aumento da longevidade é um problema do indivíduo. Significa consumir menos na vida ativa para guardar para o futuro”, disse. Por isso, a Mongeral criou o Instituto da Longevidade, uma ONG sem fins lucrativos que tem o objetivo de discutir a questão com a sociedade. Uma das ações do instituto é o movimento Real.Idade, que convida a sociedade a entender e a debater a longevidade. “Com o instituto, queremos que todas as pessoas parem e pensem em longevidade. Mas, agora, porque já é muito tarde”, concluiu.


Fonte Revista Apólice

 

 


 

Informativo da Saúde • 24 de Abril • Dia Mundial de Combate à Meningite

Meningite é uma infecção que se instala principalmente quando uma bactéria ou vírus, por alguma razão, consegue vencer as defesas do organismo e ataca as meninges, três membranas que envolvem e protegem o encéfalo, a medula espinhal e outras partes do sistema nervoso central. Mais raramente, as meningites podem ser provocadas por fungos ou pelo bacilo de Koch, causador da tuberculose.São cerca de 1 MILHÃO DE PESSOAS contraindo meningite todos os anos no mundo, das quais aproximadamente 500.000 são acometidas pela doença MENINGOCOCÓCICA INVASIVA.Tipos de MENINGITESA. MENINGITES VIRAISNas meningites virais, o quadro é mais leve. Os sintomas se assemelham aos das gripes e resfriados. A doença afeta principalmente as crianças, que têm febre, dor de cabeça, um pouco de rigidez da nuca, ausência de apetite e ficam irritadas.B. MENINGITES BACTERIANASAs meningites bacterianas são mais graves e devem ser tratadas imediatamente. Em pouco tempo, os sintomas aparecem:febre alta, mal-estar, vômitos, dor forte de cabeça e no pescoço, dificuldade para encostar o queixo no peito e, às vezes, manchas vermelhas espalhadas pelo corpo.C. MENINGITE FÚNGICAOs sinais são basicamente os mesmos das demais: febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço/nuca, náusea, vômito, confusão mental e sensibilidade à luz.DIAGNÓSTICOTodos os tipos de meningite são de comunicação compulsória para as autoridades sanitárias. O diagnóstico baseia-se na avaliação clínica do paciente e no exame do líquor, líquido que envolve o sistema nervoso, para identificar o tipo do agente infeccioso envolvido.TRATAMENTOO tratamento das meningites bacterianas tem de ser introduzido sem perda de tempo, porque a doença pode ser letal ou deixar sequelas, como surdez, dificuldade de aprendizagem, comprometimento cerebral. Assim como para as outras enfermidades causadas por vírus, não existe tratamento específico para as meningites virais.Na vidência de algum dos sinais ou sintomas informados procure um serviço médico.
 

Informativo da Saúde • 17 de Abril • Dia Internacional da Hemofilia.

HEMOFILIA é uma doença genético- hereditária, isto é, transmite-se de pais para filhos. Em cerca de 70% DOS CASOS há uma história familiar de hemofilia,  mas em 30% DOS CASOS a hemofilia é esporádica, ou seja, há uma mutação genética. Números de casos da hemofilia a NÍVEL MUNDIALEm todo o mundo + de 350.000 PESSOAS TEM HEMOFILIASINTOMASSinais e sintomas frequentes na presença de HEMOFILIA• Presença frequente de hematomas durante a infância;• Perdas de sangue espontâneas nas articulações / músculos;• Perda de sangue excessiva quando comparado com a gravidade do ferimento;• Pequenas perdas de sangue no nariz e boca.Na presença de qualquer um destes sinais/sintomas, consulte o seu médico.EXAME PARA DIAGNÓSTICO• Tempo de Coagulação;• Níveis de fator de coagulação;• Presença ou ausênciado fator de coagulação.
 

Dia Mundial à Tuberculose

A tuberculose, transmitida pelo Mycobacterium tuberculosis, o bacilo de Koch, é provavelmente a doença infecto-contagiosa que mais mortes ocasiona no Brasil. Estima-se, ainda, que mais ou menos 30% DA POPULAÇÃO MUNDIAL estejam infectados, embora nem todos venham a desenvolver a doença. O bacilo de Koch é transmitido nas gotículas eliminadas pela respiração, por espirros e pela tosse.Sintomas• Tosse por mais de duas semanas• Produção de catarro• Febre• Transpiração• Cansaço• Dor no peito• Falta de apetiteCASOS AVANÇADOS:• Emagrecimento• Escarro com sangue.TRATAMENTO:• O tratamento é feito com três medicamentos diferentes.• O bacilo da tuberculose cresce fora e dentro da célula de defesa.• Quando está fora, não só se multiplica muito rápido como adquire resistência também muito depressa.• Para impedir seu crescimento e divisão fora da célula se fazem necessárias as três drogas e o tempo mais prolongado de tratamento.• É fundamental seguir à risca o tratamento.RECOMENDAÇÕES• Portadores do vírus HIV e de doenças como diabetes, por exemplo, podem desenvolver formas graves de tuberculose. Por isso, devem manter-se sob constante observação médica;• Familiares e pessoas próximas aos infectados devem manter certos cuidados básicos como forma de afastar o risco de contágio durante a fase inicial da doença;• Não suspenda o uso da medicação antes do prazo previsto.• Leve seu filho para tomar a vacina BCG contra a tuberculose. Se não foi vacinado, aos cinco anos, deve fazer o teste de Mantoux, ou PPD. Caso não apresente reação, deve ser vacinado em qualquer faixa de idade.O TRATAMENTO A TUBERCULOSE É GRATUITO NA REDE PÚBLICA E DEVE SER INICIADO IMEDIATAMENTE.