Planos de saúde vão oferecer 18 novos procedimentos em 2018

Em janeiro de 2018 entrará em vigor a nova cobertura mínima obrigatória dos planos de saúde estabelecida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A Resolução Normativa com a atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde será publicada nesta quarta-feira (8/11) no Diário Oficial da União e estabelece a inclusão de 18 novos procedimentos – entre exames, terapias e cirurgias que atendem diferentes especialidades - e a ampliação de cobertura para outros sete procedimentos, incluindo medicamentos orais contra o câncer. Pela primeira vez está sendo incorporado no Rol um medicamento para tratamento da esclerose múltipla.

A nova lista de cobertura passa a valer a partir do dia 2 de janeiro e atenderá 42,5 milhões de beneficiários que possuem planos de assistência médica e 22,6 milhões com planos exclusivamente odontológicos. O Rol é obrigatório para todos os planos de saúde contratados a partir da entrada em vigor da Lei nº 9.656/98, os chamados planos novos, ou aqueles que foram adaptados à lei. A lista de procedimentos cobertos pelos planos de saúde é atualizada a cada dois anos para garantir o acesso ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento das doenças através de técnicas que possibilitem o melhor resultado em saúde, sempre obedecendo a critérios científicos comprovados de segurança, eficiência e efetividade.


Confira os principais procedimentos incorporados no Rol



Acesse a lista completa de incorporações do Rol

A diretora de Normas e Habilitação de Produtos da ANS, Karla Coelho, explica que a atualização do Rol é um avanço importante para os beneficiários de planos de saúde e os critérios de revisão devem estar em constante evolução, sem, contudo, perder de vista a preocupação com a sustentabilidade do setor e a suficiência e disponibilidade de recursos. “Os procedimentos incorporados são aqueles nos quais os ganhos coletivos e os resultados clínicos são mais relevantes para os pacientes. Todavia, é importante ressaltar que a inclusão de tecnologias é sempre precedida de avaliação criteriosa, alinhada com a política nacional de saúde, e contempla, além das evidências científicas, a necessidade social e a disponibilidade de recursos”, destaca. “A existência de rede prestadora, a facilidade de utilização, manuseio, obtenção e disponibilização da tecnologia, insumos e matérias-primas são aspectos relevantes considerados quanto à incorporação dos procedimentos”, detalha.

A diretora ressalta que a decisão pela inclusão também leva em consideração a prevalência de doenças na população. “No Brasil, as doenças crônicas não transmissíveis possuem alta carga e impactam significativamente nos problemas de saúde em razão da mortalidade, morbidade e custos. A adoção da carga de doença como um dos elementos considerados na revisão, portanto, traz importantes subsídios para a tomada de decisão nesse processo”, avalia.

A REVISÃO DO ROL

A revisão do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde faz parte de um processo contínuo e periódico realizado pela ANS. O normativo que atualiza a lista de coberturas foi elaborado após extensa discussão realizada no âmbito do Comitê Permanente de Regulação da Atenção à Saúde (Cosaúde), composto por representantes do governo, do setor de saúde suplementar e de órgãos de defesa do consumidor e depois passou por consulta pública para manifestação de toda a sociedade.

“As revisões periódicas são antecedidas por amplos debates com representantes de todo o setor. Entre novembro de 2016 e março de 2017, realizamos 15 reuniões para discutir o assunto”, informa a diretora. Até o final do ano, a ANS formará um Grupo Técnico específico para propor melhorias na revisão do Rol. A ideia é discutir e aperfeiçoar o processo de incorporação para que se torne ainda mais qualificado e adequado ao cenário do país, especialmente no contexto do rápido envelhecimento populacional e custos crescentes relacionados à saúde.

As considerações técnicas a respeito de cada uma das propostas estão disponíveis no portal da ANS. Confira aqui.

CONSULTA PÚBLICA

A Consulta Pública nº 61 ficou disponível no período de 27/06/2017 a 26/07/2017 e recebeu 5.259 contribuições online, sendo 53% de consumidores, 26% de contribuintes que se identificaram como ‘outros’, 13% de prestadores de serviço, 4% de servidores públicos, 3% de operadoras de planos de saúde e 1% de gestores. A maior parte das contribuições válidas recebidas refere-se à inclusão de procedimentos (50%), seguida por alteração de diretriz de utilização (44%). Das sugestões efetuadas via consulta pública, foram acatados para inclusão três novos procedimentos. Outros dois procedimentos já constantes no rol tiveram suas diretrizes de utilização alteradas para que sejam utilizados em pacientes que mais se beneficiarão com o uso das tecnologias.

“Essa etapa é importante pois abre a possibilidade para que toda a sociedade se manifeste sobre a cobertura obrigatória. É o principal momento para a participação dos beneficiários nesse processo. A participação social é um instrumento fundamental para a construção das políticas públicas de saúde”, destaca a diretora Karla Coelho. As contribuições enviadas foram analisadas quanto à sua pertinência e conformidade com o regramento legal. Procedimentos e tecnologias cuja exclusão de cobertura esteja prevista na Lei nº 9.656/98 não foram analisados.


 

Caxumba: sintomas, tratamentos e causas

A transmissão ocorre pela fala ou espirro de PESSOAS INFECTADAS.Doença contagiosa causada por um vírus, que atinge sobretudo as crianças e se manifesta por inflamação das glândulas salivares, também conhecida como parotidite infecciosa ou papeira.SintomasInchaço e dor na parótida e nas outras glândulas salivares infectadas (localizadas embaixo da mandíbula), dor muscular e ao engolir, febre, mal-estar, inapetência são sintomas da infecção, menos intensos nas crianças do que nos adultos.Os seguintes sinais sugerem complicações da doença e exigem assistência médica imediata:• dor e inchaço nos testículos e na região dos ovários;• náuseas, vômitos, dor no abdômen superior (pancreatite);• rigidez na nuca, dor de cabeça e prostração (meningite).VacinaCalendário Básico de Vacinação. Pode ser aplicada isoladamente. No entanto, em geral, está associada às vacinas contra sarampo e rubéola. As três juntas compõem a vacina tríplice viral. A primeira dose deve ser administrada aos doze meses e a segunda, entre 4 e 6 anos.Recomendações• Não se automedique, nem medique a criança antes de consultar um médico e ter o diagnóstico de certeza de caxumba.• Mantenha o doente em repouso até que tenham desaparecido os sintomas.• Ofereça-lhe alimentos líquidos ou pastosos, que são mais fáceis de engolir.• Lembre-se: adultos que não foram vacinados ou não tiveram a doença podem ser infectados pelo vírus da caxumba e por isso devem ser vacinados.• Atenção mulheres que nunca tiveram caxumba, nem tomaram a vacina: procurem um posto para serem vacinadas antes de engravidar. Na gestação, a doença pode provocar abortamento.
 

LaMia ainda não apresentou apólice de seguro aos familiares

Dias depois do acidente aéreo com a equipe da Chapecoense, a empresa LaMia, dona do avião que caiu próximo a Medellín, ainda não apresentou a apólice de seguro contratada pelo clube catarinense. Dirigentes da Chape e seguradoras com sucursais em outros países tentam contato com representantes da empresa sem sucesso. Eles não atendem as ligações e não retornam as mensagens eletrônicas.A corretora de seguros do clube catarinense pediu agora o rastreamento no mercado segurador na tentativa de localizar a apólice, uma obrigação firmada em contrato com a LaMia, inclusive com pagamento de US$ 65 mil adiantados pela Chapecoense.“Nosso jurídico está todo lá (na Colômbia), mas até agora não nos mostraram esse documento”, diz o corretor do clube, Adeildo de Oliveira.Ele garante que a Chapecoense previu o seguro por danos civis no contrato firmado com a LaMia. Entretanto, o valor acordado seria superior ao que o informado pela resseguradora Tokio Marine Kiln, que confirmou que a apólice é de U$S 25 milhões.Legislação determina indenizações de imediatoA forma de contrato e a apólice de seguro da LaMia deixa várias questões em aberto. Um dirigente da companhia afirmou, em coletiva de imprensa na semana passada, que a empresa estava segurada e que iria arcar com todas as responsabilidades, mas não cumpriu deveres imediatos de companhias aéreas em casos de acidentes, como o traslado dos corpos e dos familiares e a oferta imediata de psicólogos aos familiares e sobreviventes. As responsabilidades foram assumidas pelos governos do Brasil e da Colômbia.A Mapfre, que faz seguro de companhias aéreas no Brasil, também confirmou que a inobservância das leis que regem a navegação aérea é passível de perda de direito da cobertura, ao menos segundo as regras brasileiras.Também chama a atenção o fato de que LaMia não tinha seguro do único bem, a aeronave. De acordo com Carlos Polizio, superintendente de Seguros de Aero do Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre, pelo risco inerente à operação, as empresas contratam valores bem maiores, que incluem também o casco. A apólice da LaMia cobria somente danos civis.FonteDiário Catarinense
 

Segurados estão dispostos a compartilhar dados por serviços personalizados

É tempo dos seguradores levarem a customização de produtos mais a sério. Em todas as indústrias, a experiência do cliente está começando a se tornar altamente personalizada tanto que muitos desses consumidores não darão a mínima atenção a marcas que não ofereçam produtos desenhados às suas necessidades e situações específicas. A busca dos seguradores por entregar esses produtos personalizados precisa estar baseada em mais domínio sobre os comportamentos e ações dos consumidores, utilizando esse conhecimento para oferecer interações mais frequentes e com mais valor agregado.  Uma pesquisa realizada pela empresa Accenture indica que 80% dos clientes de seguros estão procurando por ofertas personalizadas, preço competitivo e recomendações dos seus fornecedores de seguros, seja de carro, de casa ou de vida, e outros 77% estão dispostos a fornecer dados de uso e comportamento em troca de prêmios mais baratos, sinistros pagos mais depressa ou recomendações personalizadas de coberturas. Gigantes varejistas e digitais, como Google e Walmart, já estão à frente, coletando vasta quantidade de dados de consumidores por meio de smartphones, redes domésticas, programas de fidelidade e a maneira como eles administram a vida pessoal e as posses, suas casas e carros e em qual estágio da vida eles se encontram no momento. Em comparação, menos de 22% dos seguradores lançaram serviços personalizados e em tempo-real nos dispositivos portáteis. Adotando uma nova mentalidade Hoje em dia, seguradores estão sendo prejudicados pelo fato de que a indústria tem, tradicionalmente, mantido uma baixa frequência de interação com os consumidores. A cultura orientada para a produtos, a dependência de parceiros de distribuição independentes, as estruturas organizacionais complexas e a tecnologias obsoletas são outros fatores que também aumentam esses desafios. Seguradores que se propõem em fornecer uma experiência superior ao seu cliente precisam migrar de uma mentalidade de transação para uma mentalidade de relacionamento. É necessário que eles pensem para além dos produtos e serviços que já estão relacionados com o mercado de seguros. Para além do arranjo limitado de processos de interação com os clientes, como contas, pagamentos, renovações, e sinistros. Ao invés disso, eles devem olhar para os problemas maiores, como ajudar os clientes a viver o estilo de vida que desejam, prevenir perdas, ou tomar as medidas necessárias para melhorar o seu bem-estar financeiro. Fazendo isso, eles mudarão a percepção do cliente e levarão crescimento a novos produtos e categorias de serviços. Capitalizando a personalização do cliente Para aproveitar as oportunidades que grandes personalizações possibilitam, os seguradores precisam começar formulando e implementando uma estratégia com clientes acessíveis. Capacidade de análise avançada possibilitará aos seguradores criar microsegmentos precisos e acionáveis e modelos de propensão com base na demografia, estágio de vida, necessidades e comportamentos. A partir disso, seguradores podem identificar oportunidades em segmentos específicos para personalizar ofertas, mensagens, precificação e recomendações para cada cliente individualmente por meio de localização geográfica, web, mobile e canais de atendimento. Seguradores vão precisar se certificar que seus processos de marketing, ferramentas, organização e canais de relacionamento, mesmo aumentando os custos, permitirão que as mensagens necessárias sejam entregues mais personalizadas. Seguradoras líderes de mercado estão começando a fazer essa aproximação para entregar níveis de personalização mais elevados. Um fornecedor de seguros de grande porte, por exemplo, trabalha para combinar os perfis de transações passadas e atuais e o conteúdo das mídias sociais para criar uma experiência única e customizada. Há também aqueles que já estão desenvolvendo os microsegmentos, que deverão ajudar a melhorar os retornos nas taxas de retenção de clientes e campanhas e ofertas cross-selling.