Risco Uber encarece seguro de veículos

Para driblar o desemprego ou complementar a renda, muitos brasileiros têm prestado serviço de motorista por meio de aplicativos como Uber, Cabify e Will Go.

Além de outros investimentos para se tornar um profissional do ramo, quem atua na área deve colocar na planilha de gastos um seguro de carro mais caro.

Ainda “pisando em ovos” nesse mercado, as seguradoras entendem que um carro utilizado para transporte de passageiros via aplicativo está na mesma categoria de um táxi.

“Ainda que mais caro, é muito importante que quem estiver atuando como motorista do Uber (ou outros aplicativos do gênero) se preocupe em fazer a mudança na apólice do carro para não ter nenhuma surpresa desagradável em caso de sinistro, porque a seguradora pode não dar cobertura”, explica o professor da Escola Nacional de Seguros Bruno Kelly.

Para o cadastro, os aplicativos só exigem o seguro de passageiros conhecido como APP, que custa cerca de R$ 80 por ano. Porém, quem já tinha seguro de carro como veículo de passeio e quer continuar tendo cobertura em caso de colisão, incêndio e roubo vai ter de pagar mais caro para isso.

O motorista parceiro do Uber Ricardo de Oliveira, de 41 anos, estava trabalhando pelo aplicativo há apenas dois meses quando fez o endosso do seguro do seu carro ainda no ano passado. “Ficou R$ 300 mais caro e pesou naquele momento inicial, quando eu já tinha de fazer outros investimentos, como o seguro APP e um celular melhor”, diz Oliveira, que trabalhava antes na área de segurança particular. Mas o investimento parece ter valido a pena. No fim de junho, bateu o carro em uma rodovia quando estava a passeio e conseguiu que o seguro cobrisse o conserto e fornecesse um outro automóvel de locadora para que pudesse continuar trabalhando.

Em plataformas que comparam cotações, como a da corretora Bidu e a da Compara Online, por exemplo, o “Seguro Uber” já consta na prateleira de produtos disponíveis. Os preços chegam a superar em 50% o de seguros de veículos particulares, de acordo com levantamento feito em junho pela ComparaOnline.

“Observamos um aumento de 10 vezes no número de pedidos desse tipo de cotação”, afirma o diretor da empresa, Paulo Marchetti.

O diretor de marketing da corretora Bidu, Maurício Antunes, explica que o uso comercial do carro é sempre considerado um agravo: “A cotação depende de muitas variáveis, mas, nesses casos, o motorista não escolhe o trajeto, circula muito mais, ou seja, está mais exposto ao risco”. Ainda segundo o diretor, a comercialização do produto na plataforma quadruplicou entre abril e junho.

O Estado apurou que, entre as seguradoras que já estão atuando nesse segmento de mercado estão a Porto Seguro, a Tokio Marine e a SulAmérica.

O diretor-geral da Porto Seguro, Luiz Pomarole, no entanto, diz não se tratar de uma modalidade de seguro totalmente nova, mas uma derivação de uma que já existia, a “de transporte de pessoas”, como é o caso das vans escolares. “O mercado está analisando a recente liberação da Prefeitura de São Paulo para a operação desse tipo de transporte e agora as companhias de seguros terão melhores condições de estipular as regras de aceitação e as taxas.”

Fonte
Estadão

 

Seguro contra inadimplência de mensalidade escolar cresce 35%

O atual momento econômico exige que pais e escolas busquem alternativas para evitar a inadimplência e garantir a continuidade dos estudos de crianças e adolescentes.Nesse cenário, o seguro educacional ganha espaço, consolidando-se como uma solução viável e cada vez mais utilizada.No Grupo BB e Mapfre, o produto registrou alta de quase 35% no 1º semestre de 2016 ante o mesmo período de 2015.O diretor geral de seguro de Vida, Enrique de la Torre, explica que o seguro educacional surgiu para apoiar as famílias nessas situações.“O produto foi criado como uma ferramenta de proteção para os pais que, diante de uma eventualidade, podem garantir a continuidade dos estudos de seus filhos”, comenta.Com preço médio de 1% a 3% do valor da mensalidade escolar, o contrato garante o pagamento das parcelas mensais em casos de morte, invalidez e perda de renda do responsável financeiro do estudante.“Concebido para funcionar como um suporte em situações de adversidade, o seguro apresentou crescimento por conta do atual cenário econômico do País, mas deve ser considerado em todas as circunstâncias e fases escolares justamente como garantia de continuidade em situações não programadas pela família”, completa De la Torre.Ele esclarece ainda que esse tipo de proteção cumpre uma dupla função, pois, além de garantir a continuidade da educação do aluno, com o pagamento das mensalidades até o período contratado, também funciona como uma alternativa para a redução da inadimplência das escolas.Segundo dados do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de São Paulo (Sieeesp), no mês de julho a falta de pagamento das parcelas nas instituições do setor atingiu 11,12%, maior índice desde o início do ano.De la Torre pondera que esse tipo de apólice é contratada pela instituição de ensino que, posteriormente, decide se incluirá parte do custo do seguro nas mensalidades escolares.FonteRevista Apólice
 

ANS suspende comercialização de 35 planos de saúde

A partir da próxima sexta-feira (10), 35 planos de saúde de oito operadoras terão a comercialização suspensa pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Os motivos da punição são reclamações de beneficiários relativas à cobertura assistencial, como negativa e demora no atendimento. Juntos, os planos de saúde afetados são responsáveis pela assistência de 272 mil beneficiários, que não sofrerão com a medida. Segundo a ANS, as operadoras terão que resolver os problemas assistenciais desses clientes para que só então possam receber novas contratações. A medida, tomada a cada três meses, faz parte de um acompanhamento periódico feito pelo Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento da agência reguladora. Além de ter a comercialização suspensa, as operadoras que negaram indevidamente cobertura podem receber multa que varia de R$ 80 mil a R$ 250 mil. Das oito operadoras com planos suspensos neste ciclo, três já tinham planos em suspensão no período anterior e cinco não constavam da última lista de suspensões. Paralelamente à suspensão, sete operadoras poderão voltar a comercializar 35 produtos que estavam impedidos de serem vendidos. Fonte: Valor Econômico
 

29 de maio - Dia Mundial da Saúde Digestiva

Ajustes no estilo de vida favorecem a saúde do estômagoBons hábitos alimentares, associados a certos cuidados, podem proteger seu estômago ou, pelo menos, atenuar sintomas quando já existem doenças gástricas instaladas. Até porque nem sempre é possível evitar todos os fatores que as causam.VEJA, PORTANTO, COMO AJUDAR1. Fracione a alimentação, comendo a cada três horas, para que o ácido presente no estômago sempre tenha utilidade. 2. Evite comidas gordurosas, que exigem produção de muito suco gástrico e maior gasto de energia atrapalhando outras funções.3. Capriche no café da manhã e jante com paciência. A ingestão alimentar deve acompanhar o rítmo do dia.4. Mastigue bem os alimentos. A digestão começa na boca.5. Não fume. O cigarro causa danos a todo o aparelho digestório.6. Só vá para a cama 90 minutos depois de comer.7. Tome cuidado com a automedicação. Há remédios que irritam a mucosa gástrica, como os antinflamatórios.8. Reduza o estresse do dia a dia, que também estimula a produção de acidez. O QUE PROVOCA QUEIXAS1. Doenças do refluxo gastroesofágicoRetorno do conteúdo do estômago para o esôfago, caracterizando azia.2. GastriteInflamação na mucosa gástrica que ocasiona dor3. ÚlceraLesão na mucosa do estômago que causa dor e pode perfurar a parede da região.