Saúde passa a ser principal ramo de seguros

A liderança de vendas do mercado de seguros, sempre creditada ao seguro automóvel, passou a ser do ramo de saúde. Enquanto auto faturou R$ 32,6 bilhões em 2016, com queda de 2%, o setor de saúde marcou R$ 36 bilhões, com crescimento de 11%, mudando o perfil do mercado no Brasil. Os dados foram divulgados pelo Ranking das Seguradoras 2016, publicação anual do Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de São Paulo (Sincor-SP).

“Os números de 2016 atestam a capacidade de inovação e dinamismo do setor, aliada à nossa força de trabalho, tanto dos seguradores, quanto dos corretores, o que nos leva a acreditar em um 2017 melhor em resultados e evolução”, diz o presidente da entidade, Alexandre Camillo.

O estudo, produzido pelo economista Francisco Galiza, reúne dados oficiais da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). “Em 2006, o ramo de automóvel detinha 30% do setor e hoje está com 25%. Enquanto que saúde passou de 21% para 27% nos últimos dez anos”, pontua Galiza.

O material revela a posição das companhias nos principais ramos de seguros, para orientar os corretores de seguros e o mercado sobre os caminhos do setor. No ranking geral, a liderança coube ao grupo Bradesco, com quase 25% do setor, seguido dos grupos SulAmérica e BB Mapfre.

No ramo Automóvel, o faturamento total (sem o DPVAT) foi de R$ 32,6 bilhões, com queda de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior. No ramo Patrimonial, a receita total foi de quase R$ 13 bilhões, com alta de 3%.

O ramo Pessoas teve faturamento de R$ 34,2 bilhões, com variação positiva de 3%. Já no ramo Riscos Financeiros, a receita foi de R$ 3,1 bilhões, com variação de mais de 10%. Na seara de Transportes, a receita foi de R$ 3 bilhões, com alta de 6%.

Em Saúde, a receita foi de R$ 36 bilhões, com variação de, aproximadamente, 11%. Nos demais ramos, a receita do segmento foi de R$ 10,3 bilhões, com variação de 9% em relação a 2016.


Fonte: Revista Apólice

 

Risco Uber encarece seguro de veículos

Para driblar o desemprego ou complementar a renda, muitos brasileiros têm prestado serviço de motorista por meio de aplicativos como Uber, Cabify e Will Go. Além de outros investimentos para se tornar um profissional do ramo, quem atua na área deve colocar na planilha de gastos um seguro de carro mais caro. Ainda “pisando em ovos” nesse mercado, as seguradoras entendem que um carro utilizado para transporte de passageiros via aplicativo está na mesma categoria de um táxi. “Ainda que mais caro, é muito importante que quem estiver atuando como motorista do Uber (ou outros aplicativos do gênero) se preocupe em fazer a mudança na apólice do carro para não ter nenhuma surpresa desagradável em caso de sinistro, porque a seguradora pode não dar cobertura”, explica o professor da Escola Nacional de Seguros Bruno Kelly. Para o cadastro, os aplicativos só exigem o seguro de passageiros conhecido como APP, que custa cerca de R$ 80 por ano. Porém, quem já tinha seguro de carro como veículo de passeio e quer continuar tendo cobertura em caso de colisão, incêndio e roubo vai ter de pagar mais caro para isso. O motorista parceiro do Uber Ricardo de Oliveira, de 41 anos, estava trabalhando pelo aplicativo há apenas dois meses quando fez o endosso do seguro do seu carro ainda no ano passado. “Ficou R$ 300 mais caro e pesou naquele momento inicial, quando eu já tinha de fazer outros investimentos, como o seguro APP e um celular melhor”, diz Oliveira, que trabalhava antes na área de segurança particular. Mas o investimento parece ter valido a pena. No fim de junho, bateu o carro em uma rodovia quando estava a passeio e conseguiu que o seguro cobrisse o conserto e fornecesse um outro automóvel de locadora para que pudesse continuar trabalhando. Em plataformas que comparam cotações, como a da corretora Bidu e a da Compara Online, por exemplo, o “Seguro Uber” já consta na prateleira de produtos disponíveis. Os preços chegam a superar em 50% o de seguros de veículos particulares, de acordo com levantamento feito em junho pela ComparaOnline. “Observamos um aumento de 10 vezes no número de pedidos desse tipo de cotação”, afirma o diretor da empresa, Paulo Marchetti. O diretor de marketing da corretora Bidu, Maurício Antunes, explica que o uso comercial do carro é sempre considerado um agravo: “A cotação depende de muitas variáveis, mas, nesses casos, o motorista não escolhe o trajeto, circula muito mais, ou seja, está mais exposto ao risco”. Ainda segundo o diretor, a comercialização do produto na plataforma quadruplicou entre abril e junho. O Estado apurou que, entre as seguradoras que já estão atuando nesse segmento de mercado estão a Porto Seguro, a Tokio Marine e a SulAmérica. O diretor-geral da Porto Seguro, Luiz Pomarole, no entanto, diz não se tratar de uma modalidade de seguro totalmente nova, mas uma derivação de uma que já existia, a “de transporte de pessoas”, como é o caso das vans escolares. “O mercado está analisando a recente liberação da Prefeitura de São Paulo para a operação desse tipo de transporte e agora as companhias de seguros terão melhores condições de estipular as regras de aceitação e as taxas.”FonteEstadão
 

Nova seguradora chega para concorrer em seguro garantia

Apoiada pelo conhecimento e capacidade de avaliação de crédito do Banco, acaba de ser lançada a BMG Seguros, que irá atuar exclusivamente como seguradora de garantia. O diretor presidente da nova companhia, Jorge Sant´Anna, afirmou que o foco será nos produtos de garantia financeira, Bid e Performance Bonds. “Queremos começar a pensar em soluções um pouco diferentes do que o mercado traz hoje. Por exemplo: variantes do seguro de garantia financeira, seguros que possam auxiliar na operação das empresas”, adiantou, acrescentando que é hora de começar a aproximar o mercado brasileiro do que já está disponível no exterior.Sant´Anna destaca que o mercado internacional é muito rico em termos de produtos e que, lá fora, a gestão de garantia não é tratada pelo mercado financeiro, mas sim pelo setor de seguros. Para ele, este é o momento do setor de seguros ocupar o seu espaço com a criação de novos produtos.Para justificar a criação da seguradora em momento tão delicado para a economia brasileira. Sant´Anna apresenta alguns números: atualmente, há R$ 450 bilhões em fianças bancárias; R$ 1 trilhão em dívida ativa e R$ 200 bilhões em depósitos judiciais. “São recursos alocados em crédito bancário ou depósito judicial. Existe uma necessidade de liquidez das companhias, de liberação de linha de crédito e é nesta linha que as seguradoras devem atuar. Hoje, entre R$ 20 e 30 bilhões são sugados do mercado corporativo para garantias judiciais. Este dinheiro poderia estar na operação”, completa. Para Antônio Hermann, presidente do Banco BMG, o lançamento reforça a estratégia atual da instituição, de abertura de novos negócios e ampliação do portfólio de produtos oferecidos a clientes do segmento empresarial. “Temos feito um trabalho intenso de qualificação da nossa atuação junto ao segmento corporativo, acreditamos que a tradição e a solidez da nossa marca, presente há mais de 85 anos no mercado, podem contribuir para a criação de oportunidades e para o crescimento econômico do país”, afirma.O seguro garantia é cada vez mais demandado por empresas que desejam otimizar sua gestão de riscos sem comprometer sua liquidez ou aportar um volume de garantia que dificulte os negócios. O mercado movimentou R$ 1,6 bilhão em prêmios no Brasil em 2015 e a expectativa para 2016 é de atingir R$ 2 bilhões.   Fonte: Revista Apólice  
 

Informativo de Saúde - Ergonomia

Ergonomia é a ciência que visa assegurar a melhor adaptação de uma situação de trabalho ao trabalhador e a tarefa que ele realiza. Objetivamente a ergonomia consiste na eficiência e na segurança dos sistemas Homem-Máquina e Homem-Ambiente. POSTO DE TRABALHOConsiste no local de trabalho ocupado por um trabalhador onde desempenha suas tarefas.Um posto de trabalho bem estruturado é imprescindível para prevenir doenças profissionais bem como garantir a produtividade no trabalho. Deve ser adequado ao trabalhador e a tarefa que ele desempenha a fim de ser executado de forma confortável, natural e eficaz. Um posto de trabalho inadequado acarreta no uso de posturas incorretas que, se mantidas, podem ocasionar problemas osteomusculares e dores crônicas no trabalhador.RISCOS ERGONÔMICOS São considerados riscos ergonômicos a incorreta movimentação de cargas, a postura e os movimentos inadequados, os movimentos repetitivos, a pressão mecânica direta sobre os tecidos do corpo, as vibrações e os desconforto do ambiente térmico.CONSEQUÊNCIAS Os riscos ergonômicos podem gerar distúrbios psicológicos e fisiológicos, suscetíveis de provocar sérios danos na saúde do trabalhador e comprometer sua segurança e produtividade.Como exemplos temos cansaço físico, hipertensão, alteração do sono, doenças nervosas e doenças do aparelho digestivo, dentre outras.TIPOS DE ERGONOMIAERGONOMIA FÍSICAEstuda os aspectos físicos da relação entre homem e ambiente. É a ergonomia que envolve fisiologia, anatomia e biomecânica responsável por analisar como a atuação profissional do ser humano interfere no funcionamento de sua musculatura, suas articulações, sua postura e seus movimentos.ERGONOMIA COGNITIVAEstuda os processos cognitivos como, por exemplo, a memória, a atenção, a concentração e o raciocínio. Envolve análises mentais e emocionais relacionadas ao ambiente de trabalho e chega a observar a relação do ser com o estresse, a tomada de decisão, o esforço mental, a satisfação e a motivação.ERGONOMIA ORGANIZACIONALEstuda a forma como o sistema e a organização como um todo interfere na relação do homem com o seu trabalho. Envolve a análise do clima organizacional, da cultura de todos os envolvidos e da empresa, as políticas e os processos dos setores, os modelos de liderança e gestão.