Seguro contra inadimplência de mensalidade escolar cresce 35%

O atual momento econômico exige que pais e escolas busquem alternativas para evitar a inadimplência e garantir a continuidade dos estudos de crianças e adolescentes.

Nesse cenário, o seguro educacional ganha espaço, consolidando-se como uma solução viável e cada vez mais utilizada.

No Grupo BB e Mapfre, o produto registrou alta de quase 35% no 1º semestre de 2016 ante o mesmo período de 2015.

O diretor geral de seguro de Vida, Enrique de la Torre, explica que o seguro educacional surgiu para apoiar as famílias nessas situações.

“O produto foi criado como uma ferramenta de proteção para os pais que, diante de uma eventualidade, podem garantir a continuidade dos estudos de seus filhos”, comenta.

Com preço médio de 1% a 3% do valor da mensalidade escolar, o contrato garante o pagamento das parcelas mensais em casos de morte, invalidez e perda de renda do responsável financeiro do estudante.

“Concebido para funcionar como um suporte em situações de adversidade, o seguro apresentou crescimento por conta do atual cenário econômico do País, mas deve ser considerado em todas as circunstâncias e fases escolares justamente como garantia de continuidade em situações não programadas pela família”, completa De la Torre.

Ele esclarece ainda que esse tipo de proteção cumpre uma dupla função, pois, além de garantir a continuidade da educação do aluno, com o pagamento das mensalidades até o período contratado, também funciona como uma alternativa para a redução da inadimplência das escolas.

Segundo dados do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de São Paulo (Sieeesp), no mês de julho a falta de pagamento das parcelas nas instituições do setor atingiu 11,12%, maior índice desde o início do ano.

De la Torre pondera que esse tipo de apólice é contratada pela instituição de ensino que, posteriormente, decide se incluirá parte do custo do seguro nas mensalidades escolares.


Fonte
Revista Apólice

 

EUA desmontam esquema gigante de fraudes em Saúde

O Departamento de Justiça norte-americano anunciou, na última quarta-feira (22/6), os resultados de uma força-tarefa que identificou fraudes na área de saúde no valor de centenas de milhões de dólares. Essa é a maior apreensão na história – tanto em termos de número de pessoas acusadas, quanto ao valor do prejuízo, de acordo com a instância. A maioria dos casos que estão sendo processados envolve faturamentos fraudulentos para Medicare e Medicaid e tratamentos que nunca foram prestados. Os números são surpreendentes: 301 pessoas em todo o país foram acusadas de desviar cerca de US$ 900 milhões. A força-de-ataque, formada em 2007, partiu de uma iniciativa conjunta entre os departamentos de Justiça, de Saúde e de Serviços Humanos. O grupo já realizou apreensões e prisões resultando em mais de mil pessoas acusadas de fraudar US$ 3,5 bilhões nos cuidados à saúde. Em um dos casos, uma clínica de Detroit – na verdade uma fachada para esquema de narcóticos – desviou mais de US$ 36 milhões. Um médico no Texas foi acusado de participação em esquemas para fraudar a Medicare cobrando por serviços muitas vezes não fornecidos. E na Flórida, o proprietário de várias clínicas de infusão é acusado pelo governo federal de fraudar a Medicare em mais de US$ 8 milhões em transação com reembolso de drogas intravenosas nunca compradas ou aplicadas em doentes. No Brasil – “O combate à fraude na saúde pública e privada também é uma grande preocupação no Brasil. Exemplo disso foi o crescimento desmedido dos custos na área Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME), que motivou a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), em 2015, para investigar a chamada Máfia das Próteses”, afirmou Sandro Leal Alves, superintendente de Regulação da FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar) – entidade representativa de operadoras de planos e seguros de assistência médica. De acordo com Leal, as OPME são itens que respondem, em média, por 20% dos gastos referentes a internações hospitalares, um custo variável de acordo com cada carteira de plano de saúde. Além de contribuir de forma significativa para a elevação da inflação médica, são muito exploradas comercialmente e foco atraente para fraudadores. Em janeiro de 2015, a Portaria Interministerial nº 38 (Ministérios da Saúde, Justiça e Fazenda) instituiu o Grupo Técnico Interministerial (GTI). São suas atribuições: propor medidas para a reestruturação e ampliação da transparência do processo de produção, importação, aquisição, distribuição, utilização, tributação, avaliação e incorporação tecnológica, regulação de preços, e aprimoramento da regulação clínica e do acesso dos dispositivos médicos (OPME) em território nacional. A FenaSaúde integra o Grupo de Trabalho Externo (GTE) de OPME. Essa frente foi constituída para realizar, no âmbito da ANS e ANVISA, o acompanhamento e o gerenciamento da implementação do conjunto de propostas definidas no relatório final por recomendação do Grupo Técnico Interministerial (GTI-OPME), voltado a induzir melhores práticas no mercado de dispositivos médicos implantáveis. O GTI produziu relatório com avaliação e recomendações com foco nos Dispositivos Médicos Implantáveis (DMI) – Órteses e Próteses ligadas ao ato cirúrgico. Dentre as mais importantes, vale destacar: adoção de registro, nomenclatura e classificação únicos para os DMI; construção de um sistema de informação para fins de monitoramento dos preços; promoção da transparência, com o desenvolvimento de ações educativas para disseminar informações sobre os direitos do consumidor; definição de parâmetros de garantia da eficácia e segurança para o uso dos dispositivos médicos; elaboração de Projeto de Lei (PL 2.452/15) para criminalizar condutas irregulares em razão da comercialização, prescrição ou uso de dispositivos médicos implantáveis; e, por fim, criação de uma divisão especial de combate à fraude e crimes contra a saúde no âmbito da Polícia Federal. Fonte: CNN
 

Fraudes e desperdício consomem quase R$ 22,5 bilhões das despesas da saúde suplementar do Brasil, aponta IESS.

Trabalho inédito produzido pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) estima que cerca de R$ 22,5 bilhões dos gastos das operadoras de planos de saúde do País com contas hospitalares e exames, em 2015, foram gerados indevidamente, decorrendo de fraudes e desperdícios com procedimentos desnecessários. Isso representa 19% do total das despesas assistenciais realizadas pelas operadoras de planos de saúde. A projeção é baseada em estudos técnicos a partir da revisão bibliográfica de trabalhos internacionais e brasileiros sobre o tema, em um esforço do IESS para dimensionar o impacto das fraudes no sistema de saúde suplementar do Brasil e apontar experiências bem-sucedidas no combate às práticas inadequadas nesse setor. A íntegra do estudo está disponível em https://pt.scribd.com/document/341069405/php3BB7-tmp#fullscreen&from_embed “As despesas assistenciais das operadoras médico-hospitalares somaram R$ 117,24 bilhões, em 2015. Portanto, os gastos de R$ 22,5 bilhões com fraudes e desperdícios significam quase 19% desses gastos e foram consumidos por fraudes e desperdícios, algo que compromete fortemente as finanças das operadoras e onera quem contrata um plano de saúde”, analisa Luiz Augusto Carneiro, superintendente executivo do IESS. No estudo o IESS identificou que de 12% a 18% das contas hospitalares apresentam itens indevidos e de 25% a 40% dos exames laboratoriais não são necessários. Observa, ainda, com base em relatório da Controladoria Geral da União (CGU), que o problema também é de grandes proporções no sistema público de saúde: entre 2002 e 2015, foram detectadas irregularidades de desvio de dinheiro em aproximadamente R$ 5,04 bilhões, o que equivaleu a 27,3% do total de irregularidades em todas as áreas do governo. Embora ressalve que a corrupção e a fraude são difíceis de serem detectadas na área da saúde – uma vez que a cadeia produtiva desse setor contempla diversos segmentos e particularidades em cada um deles, inclusive com distinção entre os sistemas públicos e privados –, o estudo aponta que, na saúde privada, as principais formas de abuso se concentram em tratamentos excessivos e desnecessários ou baixa qualidade no atendimento; comercialização inadequada de medicamentos e de dispositivos médicos e sonegação de tributos. No Brasil, falta transparência nos sistemas de precificação de insumos e serviços de saúde e também no modelo de pagamento por serviços prestados na saúde, o que inviabiliza a comparação e o controle de custos nas distintas etapas que envolvem o atendimento ao paciente e abrem espaço para práticas inadequadas, como atos de corrupção. Isso acontece principalmente por causa do modelo recorrentemente usado para pagamentos de serviços de saúde, a chamada “conta aberta” (ou fee-for-service). Nesse caso, a conta de serviços absorve todos custos, insumos, procedimentos e usos dos equipamentos, mesmo quando há falhas e desperdícios e, até mesmo, corrupção. Um dos requisitos para combater tais práticas nocivas ao setor seria modernizar os sistemas de pagamento, por meio da premiação à eficiência e o melhor desfecho clínico ao paciente, e punindo o desperdício e a contratação de exames desnecessários, assim como reinternações ou agravamento dos quadros clínicos causados por falhas assistenciais. “O modelo brasileiro de remuneração de serviços de saúde está mais de 30 anos atrasado em relação aos outros países. É fundamental que avancemos em um padrão de transparência de informações, permitindo comparações baseadas em indicadores de qualidade e segurança assistencial dos pacientes, e também sobre as relações entre os envolvidos no setor, identificando os conflitos de interesse e práticas abusivas. Só assim será possível ter um sistema mais eficiente e que onere menos as operadoras e quem contrata um plano de saúde”, avalia Luiz Augusto Carneiro.  
 

Companhia anuncia novidade na contratação do seguro de pessoas com deficiência

De acordo com o Censo promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010, no Brasil existem mais de 45,6 milhões de pessoas com deficiência, representando 23,9% da população. Levando em consideração esse cenário, o Porto Seguro Auto passa a oferecer mais uma facilidade aos motoristas com algum tipo de deficiência. Com a novidade, em casos de sinistros de indenização integral, o segurado poderá ter a restituição de 100% da tabela FIPE, sem depreciação decorrente dos impostos IPI e/ou ICMS, que serão quitados pela seguradora. Para ter esse benefício, basta contratar a Cláusula Despesas Extraordinárias do Porto Seguro Auto. Os clientes que contratam esse tipo de seguro também contam com outras coberturas, como assistência 24h para o carro, com o Porto Socorro, desconto na franquia do carro extra, estacionamentos, aluguel de automóveis, reparos de eletrodomésticos, serviços emergenciais à residência, reposição do valor do veículo zero quilômetro por até seis meses, utilização de mais de 270 Centros Automotivos da seguradora, entre outros. Neste ano, o Porto Seguro Auto anunciou também uma parceria com o aplicativo guiaderodas, que funciona como um guia colaborativo para consulta e avaliação da acessibilidade de estabelecimentos para pessoas com dificuldade de locomoção. Por ele, são avaliados restaurantes, supermercados, lojas, cinemas, farmácias, consultórios, teatros, baladas etc. O objetivo é facilitar a vida de todas as pessoas com algum tipo de dificuldade de locomoção, sejam cadeirantes, idosos, gestantes, mães com filhos pequenos e tantas outras limitações físicas e funcionais. Fonte: Revista Apólice